terça-feira, 22 de julho de 2008

Sem controle

Se o coração tivesse controle remoto como a tv
Com certeza estaria sempre com a pilha fraca
E, inconscientemente, apertaríamos os botões com força
Numa tortura - como na ditadura - fazendo o coração confessar o queremos escutar

Também faltariam teclas
A do volume da emoção
A do canal da paixão
A SAP, para traduzir-mos o que sentimos
Mas é nos poemas que vemos a legenda, de quase tudo, que mudo, o coração pensa

Ah! mas se o coração tivesse controle remoto
Então poderíamos desligá-lo quando a programação estivesse ruim
E não estivesse nos acrescentando em nada para o porvir

Mas ele não tem controle
Não respeita comandos
Não aceita mandos e desmandos
E entre filmes de terror, dramas e comédias
Programas de auditório e entrevistas
É que vemos: -Que bom! Talvez no documentário da vida
Devessemos fazer a pipoca e assistir o oscar...

Nenhum comentário: