E se me lembro bem
Nunca fizemos juras eternas de amor
Nem perguntamos qual era a razão
Pra não morder a maçã, e de estarmos juntos toda manhã
E porque o equilibrio dos meus ombros
Não deixavam cair as lágrimas dos seus olhos
E pesarem sobre o seu rosto, escorrerem pelo pescoço
Molhando a esperança no seu coração
E qual era o encanto que tinham suas asas
Que erguiam meu pesados pés do chão
No alto eu riscava o esboço, daquele moço
Que não percebendo pintava a paixão
Pela vida, pelos sonhos
Reerguendo os escombros
De um mundo de solidão
Com as cores mais coloridas
Que fechavam nossas feridas
Deite em meu colo e me de sua mão
Depois de um tchau sem adeus
Fiquei procurando os pincéis das tuas mãos
Em fantoches sem graça, em luvas vazias
Mas tanta procura era em vão
Pois só o seu beijo pára o tempo
Só nos seus braços eu sinto aconchego
E aqueço o meu coração
E agora eu sei, hoje eu entendo
Tanta saudade, tanto sentimento
Tudo então...era amor!
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